O mercado de carros usados ou seminovos alcançou recorde histórico no Brasil em 2025, com 18,5 milhões de transferências, segundo a Fenauto. Esse volume contrasta com os 2,547 milhões de automóveis e comerciais leves licenciados no mesmo período, conforme dados da Fenabrave, resultando em proporção de sete usados para cada carro novo.
J.R. Caporal, CEO da Auto Avaliar, destaca que o elevado preço médio dos veículos novos elitiza o segmento de entrada. Em 2021, modelos como Renault Kwid Zen custavam R$ 53.690 e Fiat Mobi Like R$ 53.490; em janeiro de 2026, os valores subiram para R$ 78.690 e R$ 81.060, respectivamente, um aumento de 46,6% a 51,5% em cinco anos.
Apesar do tíquete médio dos 0km subir para R$ 174.621 em dezembro, conforme o Estudo de Preços de Veículos Zero Km da MegaDealer com dados da Auto Avaliar, o giro de estoque caiu de 36 para 32 dias. O levantamento analisou mais de 700 mil operações de vendas em 2025, revelando maior velocidade nas concessionárias.
Fábio Braga, Country Manager da Megadealer, atribui o movimento à redução do IPI em julho de 2025 e à entrada de marcas chinesas com veículos eletrificados, elevando a competitividade nos segmentos de entrada. No mercado de usados, o tíquete médio atingiu R$ 90.892 em dezembro, com giro de 37 dias e ROI médio de 62%, segundo o Estudo Megadealer de Performance de Veículos Usados.
J.R. Caporal enfatiza que montadoras devem controlar o valor residual com programas de recompra para proteger concessionárias e sustentar preços dos novos, garantindo solidez de marca no longo prazo.






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