Dicas

Óleo correto para diesel com DPF é essencial para evitar danos caros ao filtro

Lubrificantes Low SAPS previnem entupimento e preservam desempenho de motores com sistemas de controle de emissão

O debate sobre redução de emissões segue como prioridade no Brasil, considerando que 88% da frota nacional será composta por veículos a combustão interna até 2040, conforme projeções do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. Em motores a diesel, o Filtro de Partículas Diesel (DPF) representa evolução importante nesses sistemas de pós-tratamento, exigindo cuidados adequados com o uso de lubrificantes.

Os motores a diesel evoluíram significativamente nos últimos anos, impulsionados por controles de emissão mais rigorosos e pela busca contínua de maior eficiência e menor consumo. O DPF é uma das principais ferramentas para reduzir a poluição desses veículos, retendo o material particulado gerado pela queima do combustível. Os óleos lubrificantes do motor desempenham papel fundamental para não prejudicar o funcionamento correto desse filtro.

O uso de produtos inadequados em veículos a diesel equipados com DPF pode causar entupimento e danos irreversíveis. Os principais problemas são a obstrução do filtro, avarias ao equipamento, perda de potência, consumo excessivo de combustível e falha na regeneração.

Lubrificantes que não atendem às especificações para veículos com DPF possuem componentes que, durante a combustão, geram resíduos sólidos e particulados. Esses resíduos metálicos não queimam durante o processo de regeneração e se acumulam, entupindo a peça.

O acúmulo excessivo de cinzas metálicas danifica permanentemente a estrutura do DPF, restringindo o fluxo dos gases de escape e comprometendo o desempenho do filtro. Esse entupimento resulta em menor eficiência de filtragem, perda de potência e aumento do consumo de combustível para regeneração. Os fatores reduzem a vida útil e tornam necessária substituição custosa.

Para evitar esses problemas, o uso de lubrificantes Low SAPS, formulados com menor teor de enxofre, fósforo e cinzas sulfatadas, atende às exigências das montadoras. Manutenção em dia, trocas nos períodos recomendados e combustível de boa qualidade também mantêm o DPF com funcionamento correto por mais tempo.

O desenvolvimento do DPF para motores a diesel representou avanço no controle de emissão. Combinado a outros sistemas de pós-tratamento, como a Redução Catalítica Seletiva (SCR), potencializa a redução de emissões.

O catalisador SCR requer o Agente Redutor Líquido Automotivo, conhecido como ARLA 32, uma solução de água e ureia. O fluido reage com poluentes como óxidos de nitrogênio, convertendo-os em nitrogênio e água, contribuindo para menor emissão do veículo. O SCR e o DPF, somados a outras tecnologias embarcadas de controle de emissão e melhoria da eficiência de combustão, permitem o cumprimento de normas cada vez mais rigorosas, como a Proconve P8 e a Euro VI.

A indústria de lubrificantes automotivos se adapta às normas ambientais em busca por soluções mais sustentáveis para as próximas gerações de motores a combustão. Por meio de logística reversa, desenvolvimento de produtos biodegradáveis e de base renovável e otimização da eficiência energética, as empresas do setor se alinham às metas de sustentabilidade para os próximos anos na busca por um futuro mais limpo. Segundo relatório da Mordor Intelligence, o setor produzirá 47,22 bilhões de litros até 2026.

Texto por: Marcelo Martini, Gerente de Vendas do Aftermarket da FUCHS, maior fabricante independente de lubrificantes e produtos relacionados do mundo.

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