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Conversão para GNV ganha impulso com alta da gasolina

Demanda se iguala ao período da greve dos caminhoneiros de 2018

A conversão do combustível do carro para o Gás Natural Veicular (GNV), voltou a ser uma opção para os donos de automóveis, após os recentes aumentos do preço da gasolina. Maior fabricante de cilindros das Américas, a MAT, já vem registrando forte aumento na demanda por cilindros de gás veicular. A produção, que já havia aumentado no fim do ano passado, em razão dos descontos oferecidos no IPVA a carros com GNV, voltou a subir, estimulada por motoristas que tentam fugir da alta dos preços dos combustíveis líquidos. A demanda por cilindros GNV hoje é similar à verificada em 2018, por ocasião da greve dos caminhoneiros, quando houve no país um desabastecimento crítico de combustíveis líquidos.

A gasolina já acumula alta de 54% com o preço reajustado pelo oitavo mês consecutivo. Também houve alta nos preços do óleo diesel (42%). O preço do diesel na bomba já superou R $4,00, e em cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo, já é vendido em muitos postos a mais de R $4,20. “O aumento do preço do Diesel, tem levado a uma procura também pelo GNV para veículos pesados (transporte de cargas), o que é uma realidade pelo mundo, mas até pouco tempo insignificante no Brasil”, revela o diretor comercial da MAT, Jorge Mathuiy. O diretor destaca que além da questão da economia, a conversão de carros para o GNV também é estimulada pela segurança do combustível que não sofre o risco de sofrer adulteração.

Segurança dos cilindros GNV

A MAT alerta que é preciso levar em conta a segurança no momento de instalar o kit gás nas oficinas convertedoras. Algumas convertedoras têm oferecido produtos usados ou mais baratos – muitos adquiridos da China por empresas importadoras sem especialização na área. Além de serem importações com irregularidades alfandegárias e fiscais, já constatadas pelo governo em investigações preliminares, estes cilindros podem não ter sido submetidos aos testes de segurança- imperativos para estes produtos – e não apresentarem as homologações do Inmetro.

Os cilindros para GNV precisam ser rigorosamente testados quanto à qualidade do aço e segurança do equipamento. Testes de segurança incluem até mesmo ensaios com tiros de armas de alto poder perfurante e exposição a altas temperaturas, que certificam a impossibilidade de explosão.

As válvulas do cilindro são outro equipamento que exige uma rígida verificação quanto à segurança. Elas precisam ter um dispositivo que se abre quando o cilindro está exposto a altas temperaturas, para que o gás seja liberado (ao contrário dos combustíveis líquidos o gás se dilui no ar quando liberado). Se a válvula tiver o sistema de segurança adulterado o cilindro fica vulnerável.

“O GNV, além de mais barato é também mais seguro que o combustível líquido. Mas é rigorosamente necessário utilizar cilindros e válvulas que seguem as normas internacionais de qualidade e segurança exigidas. Além disso, quem usa o GNV no carro hoje está não apenas economizando, mas também contribuindo para a redução na emissão de poluentes. A consciência ambiental também contribui para o aumento das conversões”, afirma Mathuiy.

A MAT responde por uma produção de 240 mil cilindros anuais para os segmentos veicular, hospitalar e industrial do Brasil e de mercados nas Américas.

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